<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924</id><updated>2012-02-17T00:48:25.084-02:00</updated><category term='vida'/><category term='amizade'/><category term='supresa'/><category term='morte'/><category term='solução'/><title type='text'>Casos e crises</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-3485870857911572019</id><published>2012-01-04T01:20:00.006-02:00</published><updated>2012-01-04T01:28:51.309-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='supresa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='morte'/><title type='text'>Das surpresas que a morte prega na vida</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Era começo da madrugada quando soube de sua partida. Um amigo que era mais próximo deu-lhe a notícia, que era esperada, mas não para aquele momento. Essa vida é engraçada, não é mesmo? No dia anterior, primeiro do ano, havia se deparado, entre as que via, com uma foto dele e que nem era objeto de sua procura. Lembrou que há tempos não procurava notícias, mas também que como não as havia recebido, tudo deveria estar como antes, sem grandes avanços. Lembrou-se de como foram tão poucos os momentos que passaram juntos, mas que nutria um carinho especial por ele por conta de toda a diversão que lhe proporcionara em tão ínfimo espaço de tempo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-usm0AUt9u8M/TwPFDN9CqWI/AAAAAAAACGc/-QDSTrm3Nqk/s1600/cama-praia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-usm0AUt9u8M/TwPFDN9CqWI/AAAAAAAACGc/-QDSTrm3Nqk/s1600/cama-praia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um sentimento misto, de alívio e impotência, tomou-lhe conta. Era difícil acreditar que aquilo havia acontecido. A descrença na morte e a preocupação com o amigo que sofria do outro lado ao lhe dar a notícia fazia a mente entrar em parafusos. Fez silêncio, tanto virtual quanto real. Um filme passava novamente em sua cabeça. As risadas, aquele pirulito na boca, o cigarro “de artista”, a cara de bobo e as piadas que fazia. A música eletrônica, a casa bagunçada, o copo de cerveja , a formatura, o baile, a valsa, de novo as risadas. “Precisamos lembrar é que ele curtiu a vida rápida que teve. Da forma maluca dele, mas soube aproveitar”, disse ao amigo ao conseguir retomar a conversa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foi um atropelamento. Desses em que ninguém teve culpa. Não por descaso, nem por falta de investigação. Uma coisa do acaso. Agora custava-lhe a vida, que findou pouco antes daquela hora. Na verdade, vinha-se findando naquele hospital há tanto tempo. Coma. Cama. Sem muito sucesso, poucas esperanças, muitas orações e um aperto com pouco força na mão durante uma visita. “Pense nas coisas boas. Por ele, até você que se diz ateu teve fé e rezou”, lembrou ao amigo. “Pelo menos agora não tem mais aquelas agulhas, né? Está livre!”, confortava-se o outro do outro lado. Buscavam afirmações para que aquilo que lhes doía ficasse com cara de ser a melhor solução. Orou e, em pensamento, desejou-lhe que fosse com Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-3485870857911572019?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/3485870857911572019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2012/01/das-surpresas-que-morte-prega-na-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/3485870857911572019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/3485870857911572019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2012/01/das-surpresas-que-morte-prega-na-vida.html' title='Das surpresas que a morte prega na vida'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-usm0AUt9u8M/TwPFDN9CqWI/AAAAAAAACGc/-QDSTrm3Nqk/s72-c/cama-praia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-7126807028960271053</id><published>2011-04-07T22:20:00.008-03:00</published><updated>2011-04-08T00:04:51.623-03:00</updated><title type='text'>A tragédia, a dor, a mídia, a morte e a moda</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;A tragédia.&lt;/b&gt; Hoje o Brasil amanheceu chocado. O mundo chocou-se por volta da hora do almoço, quando as agências internacionais começaram a noticiar o fato. E eu estou até agora sem ter processado direito a tragédia na escola do Rio de Janeiro. Não vou conseguir nunca compreender o sofrimento que isso causou – aliás, espero nunca precisar entendê-lo -, mas algo dentro de mim está completamente fora de si. Muitas lembranças me vieram à cabeça hoje, esse 7 de abril de 2011. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;A dor.&lt;/b&gt; Hoje não morreram apenas 11 crianças por conta dos tiros dentro daquele colégio. Morreram ali muito mais pessoas. Números talvez incontáveis, mas prefiro deter-me a apenas as partes mais próximas: morreram ali muitos pais e mães. Pais e mães que agora, nesse exato momento, sangram, choram, desmaiam, não sabem o que sentem, perderam o sentido da vida. Durante todo o dia de hoje, rondou minha cabeça uma conversa que tive com meu pai, há muito tempo. “Um filho que perde o pai sofre por um tempo, mas o próprio tempo faz a dor passar, afinal, essa é a ordem natural das coisas. Mas o pai que perde um filho, morre junto com ele, porque as coisas não deveriam ser assim”, disse o velho. Refleti sobre isso por horas e horas hoje. Justo em uma semana em que uma conversa numa mesa de restaurante com amigos foi sobre ter filhos, cria-los e deixá-los viver num mundo como este. Pensei sobre o que seria eu capaz de fazer se ousassem tocar em um filho meu. Pensei sobre o que poderiam fazer esses pais diante de um assassino que teve a covardia – ou a boa ideia - de se matar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;A mídia.&lt;/b&gt; Hoje é um dos vários dias do ano em que “comemora” o Dia do Jornalista. A tragédia, infelizmente, um prato cheio para audiências de portais de notícias, blogs, televisão, rádio, todos os meio de comunicação têm o poder de imediatamente informar. E foi no Dia do Jornalista que o Jornalismo, afoito e desenfreado, foi feito a encontros e desencontros, a torto e a direto, sem checagem, apuração, de “parece que”, “dizem que”, “pelo menos” e todas outras imprecisões que lhe couberam noticiar. Às 10h, 15 mortos. Ao meio-dia, 13 e mais tarde, 11. O assassino, antes era um pai de aluno. Depois, aluno. Em seguida, ex-aluno do colégio. Foi morto pelo sargento que entrou na escola assim que avisado. Não, não, espera aí, o atirador na verdade se matou. Não, acaba de chegar a informação de que o policial o atingiu e em seguida ele se suicidou. Ah, ele era ligado ao Islamismo, tinha HIV e deixou uma carta citando tudo isso. “Leia a carta do atirador na íntegra”. Lê-se. Senti falta de Alá, não achei citações sobre Aids, mas encontrei trechos em que pedia perdão a Deus e a Jesus, doava sua casa para a proteção dos animais e ao final, fui interrompido no raciocínio por um link com uma galeria de fotos. Foto. Foto. Foto. Vídeo. “Estava perto do local? Tirou fotos? Fez vídeo? Envie para nós”. Abro um portal, eis a foto do atirador, morto, jogado na escada no colégio, na capa. Em meio a tanta dor, tanta tragédia, vamos bater a meta da audiência em um dia, não é mesmo? E o sargento agora é herói, a senhora de cabelos brancos que é vizinha da escola é perita em balística e as mães desesperadas em prantos e aos gritos em busca de informações sobre os filhos são as responsáveis pela trilha sonora das cenas que a televisão exibiu. Era Dia do Jornalista.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;A morte.&lt;/b&gt; Tá aí uma coisa que não muda e não nos acostumaremos nunca. A certeza da morte. Muitas das religiões veem a morte como uma coisa boa, bem melhor que essa vida que aqui se leva. Eu vejo como um sinal da impotência do homem. O que se pode fazer diante da morte? Nada! Chorar, lamentar, sentir falta? Somos completamente impotentes diante dela e de todo o eterno sofrimento que ela causa aos que aqui ficam. Mais uma vez uma cena antiga me veio à cabeça quando pensei sobre isso pela manhã. “Poxa, meus sentimento pela morte do seu avô”, disse eu a um amigo, ao saber do acontecido e tentando acalmá-lo do choque da notícia. “Seus sentimentos não irão trazê-lo de volta”, gritou ele em alto e bom som, olhando-me nos olhos enquanto dos seus escorriam lágrimas de dor. Embora nervoso, ele tinha toda a razão. E assim como o avô, nenhuma dessas crianças hoje seria trazida de volta a seus pais, por mais que esses o quisessem ou pedissem. Mas a dor voltaria a cada lembrança, a cada saudade, a cada dia. Seria perene. Principalmente num caso em que a morte foi imposta – o que a vida foi tirada, se assim preferirem. Digam a um pai num momento desses que “foi da vontade de Deus” e seja firme para ouvir a resposta e seja tão fiel a sua religião a ponto de perdoá-lo por tantas “blasfêmias”. Foi nisso que pensei.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;A moda.&lt;/b&gt; Há sempre um tema que explica tudo. O da moda é o Bullying, porque a bipolaridade era o da estação passada. Nem mesmo o nome do atirador era sabido e os psicólogos já decretavam como motivo das atitudes dele o bullying que havia sofrido durante a infância naquela mesma escola. Será? “Assassino tinha problemas psicológicos, diz psicóloga”, li num site. “Ele era introvertido, afirma colega de trabalho”, dizia outro portal. Então devo temer com toda força aquela menina que senta no fundo da redação e quase não fala com ninguém, certo? Devo sair atirando em pessoas porque elas me chamaram de gordo, bicha, girafa, esquisito, quatro olhos, seja lá o que for quando eu era criança? “A mídia e a sociedade desejam explicações para um desvario sem significado” foi a explicação mais inteligente que li, do antropólogo Roberto Albergaria. Agora o bullying justifica. Essa é a moda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-7126807028960271053?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/7126807028960271053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2011/04/tragedia-dor-midia-morte-e-moda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/7126807028960271053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/7126807028960271053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2011/04/tragedia-dor-midia-morte-e-moda.html' title='A tragédia, a dor, a mídia, a morte e a moda'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-2532985584153410039</id><published>2010-12-22T12:07:00.001-02:00</published><updated>2010-12-22T12:14:28.170-02:00</updated><title type='text'>Se um dia conseguir entender...</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Jamais entenderia tudo o que se passou e que se estava passando. Não fazia sentido. Sentia-se burro, sentia-se enganado. No fundo, era o que era, era o que havia sido. E irritava-lhe mais o fato de não conseguir odiar completamente. Ainda tinha esperanças de que tudo ficasse bem. Era uma incerteza que o consumia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_fIiTY9cLBfs/TEhLexdqSKI/AAAAAAAACWU/AZf43ZSNF-Q/s1600/triste_imagem.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_fIiTY9cLBfs/TEhLexdqSKI/AAAAAAAACWU/AZf43ZSNF-Q/s320/triste_imagem.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não era fácil ler aquilo tudo. Juras de amor trocadas em demasia. E a cada linha lida, uma facada no peito. Mas precisava delas para pelos menos matar um pouco aquilo que havia ali dentro do coração. Funcionava como uma terapia do ódio. Se pro outro já não era mais interessante, precisava fazê-lo não ser-lhe também. E foi lendo, machucando-se, até que o sangramento tornou-se uma hemorragia. Ai achou que era a hora de mais uma conversa, que talvez fosse a última. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sua sorte era ter amigos sempre à disposição. Sabia que  aquele que tanto ouvira em tempos próximos estava ali pra lhe ouvir também e dizer o quanto lhe era importante. Fazê-lo ficar bem naquilo que estava ao seu alcance. Lembrava de quantas vezes em suas conversas havia falado do outro com brilho nos olhos, sabia o quanto tudo aquilo que acontecia, do nada, machucava o amigo. O amigo, por sua vez, sabia que ali sim existia sentimento, que aquela voz que ouvia não o trocaria por nada tão cedo, ou nunca. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Nunca te disse nada, nem te prometi nada. Não tenho culpa se você me idealizou&lt;/i&gt;. Veio como um soco na boca do estômago e foi ali que notou que o outro havia então esquecido de todas as palavras trocadas, de tudo que haviam se dito, que talvez realmente não tivesse significado nada. &lt;i&gt;Estou começando a me arrepender do dia que nos vimos&lt;/i&gt;. Coice. &lt;i&gt;Que bom, agora não passo de um arrependimento na sua vida, obrigado&lt;/i&gt;. Mágoa. &lt;i&gt;Acho engraçado alguém que sempre disse que ‘independente de tudo’ seríamos amigos, agora fala em ‘se for possível’&lt;/i&gt;. Era difícil pensar em amizade nessa hora. Nem o amor, nem as pessoas são coisas que tem botões de regulagem, ou on e off que ora se colocar em “amizade” e ora se gira e bota-se em “paixão”. Da mesma forma que não se tira alguém da sua vida de uma hora pra outra. Jamais conseguiria fazer isso. Embaixo de tanta carapaça, de tanta armadura, existia alguém que quando se entregava era como um todo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Enfim, só lhe restava mais uma vez desejar que fosse feliz, que tudo desse certo. &lt;i&gt;Espero que seja a última vez que choro por sua causa. Gostaria de chorar de alegria quando te vir novamente, porque ainda tenho aquela porra de bilhetinho grudado na porta da minha geladeira&lt;/i&gt;. E ouviu mais um pedido de desculpas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-2532985584153410039?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/2532985584153410039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/12/se-um-dia-conseguir-entender.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/2532985584153410039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/2532985584153410039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/12/se-um-dia-conseguir-entender.html' title='Se um dia conseguir entender...'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_fIiTY9cLBfs/TEhLexdqSKI/AAAAAAAACWU/AZf43ZSNF-Q/s72-c/triste_imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-8920547272444955892</id><published>2010-12-20T22:13:00.002-02:00</published><updated>2010-12-20T22:17:51.278-02:00</updated><title type='text'>Um talvez cheio de reticências...</title><content type='html'>&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "ＭＳ 明朝";}@font-face {  font-family: "ＭＳ 明朝";}@font-face {  font-family: "Cambria";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: Cambria; }.MsoChpDefault { font-family: Cambria; }div.WordSection1 { page: WordSection1; }&lt;/style&gt;     &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Maysa nunca havia feito tanto sentido. Seu mundo havia caído. E de um altura que nem imaginava que existia. Que dizer, sabia, mas não queria admitir que apenas culpa sua de que o tombo fora tão alto. Enfim, era mais uma vez suas palavras sendo usadas contra ele mesmo. “Cada um tem o que merece”. Merecia. Merecia porque ninguém além dele mesmo poderia ser responsável pelo rumo de sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_3UI23XUHPFo/TQ_xGFg9iWI/AAAAAAAACEM/IFWhkTePmS8/s1600/10783cachorro1+copy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_3UI23XUHPFo/TQ_xGFg9iWI/AAAAAAAACEM/IFWhkTePmS8/s400/10783cachorro1+copy.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“Eu preciso te contar uma coisa”. Algo doeu dentro. Sabia que não seria uma boa notícia. Já esperava pelo que viria. Sentia no coração havia dias. Sabia reconhecer mudanças de hábito há léguas de distância. Notava como as coisas estavam diferentes. Sabia também que não poderia cobrar nada. Sabia que não tinha o direito de pedir explicações, satisfações. Remoeu-se em uma mistura de raiva, frustração, tristeza. Buscou forças nas entranhas e proferiu sinceros desejos. “Boa sorte. Seja feliz. Espero que dê certo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Havia distância. Certamente havia sentimentos em proporções distintas em cada um. Ou não. O outro simplesmente fez o que sempre disse e seguiu sua vida. Mais uma vez sentiu que veio ao mundo uma frigideira. Jamais teria sua tampa. Essa verdade era cada vez mais real. Ao mesmo em que sabia que em breve passaria. Sempre que havia se despido de sua couraça seco, esquentado seu coração gélido, permitido-se idelizar algo que – “um dia quem sabe”, dizia em suas divagações noturnas – pudesse vir a ser algo maior, talvez amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ainda não podia chamar de amor. Era um sentimento que não conhecia a fundo. Nunca teve um relacionamento longo. Ou melhor, nunca teve um relacionamento. E mais uma vez iniciou ali o processo de eutanásia seja lá do fosse aquilo em seu coração. Mais uma vez, era esse o seu fim. Fim do sentimento, fim da história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Duas vidas haviam se cruzado naquele feriado. Tinha sido maravilhoso. Parecia que para ambos. Mas em um dos lados talvez o terreno não fosse fértil ou a eutanásia tinha sido iniciada muito antes, evitando na outra parte esse sentimento – ou sofrimento – que agora vivia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez não fosse pra ser agora. Talvez seja para ser depois. Talvez nunca nem tenha sido. Só sabia que o adorava. Não fazia a menor ideia de como seria dali em diante. Talvez vivesse. Talvez num futuro se reencontrassem. Talvez passasse a conhecer alguém. Talvez, porque a vida é nada mais do que senões, talvezes e reticências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-8920547272444955892?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/8920547272444955892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/12/um-talvez-cheio-de-reticencias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/8920547272444955892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/8920547272444955892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/12/um-talvez-cheio-de-reticencias.html' title='Um talvez cheio de reticências...'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_3UI23XUHPFo/TQ_xGFg9iWI/AAAAAAAACEM/IFWhkTePmS8/s72-c/10783cachorro1+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-4068447533663883562</id><published>2010-12-09T01:13:00.001-02:00</published><updated>2010-12-09T01:19:06.902-02:00</updated><title type='text'>Da sensação de botar pra fora...</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Botou tudo para fora. Era madrugada, havia assistido a um filme desses que tem uma mensagem tocante. Decidiu que, diferentemente do filme, não esperaria a última hora, que talvez fosse tardia, para dizer o que sentia, o que havia mudado, o que estava errado. Obviamente, seu ponto de vista sobre todas as coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://buenoecostanze.adv.br/images/stories/ugm/1/cartas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://buenoecostanze.adv.br/images/stories/ugm/1/cartas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Escreveu. Era melhor com as palavras escritas do que com as ditas, embora nunca tenha achado ter feito feio com as segundas. Mas, parece que sentia-se mais a vontade quando as letras faziam sentido, umas atrás das outras. Talvez porque no papel não havia interrupções, nem quem ou o que atrapalhasse a comunicação. Escreveu, hesitou mil vezes. Quis apagar, quis reescrever, quis desistir. Lembrou-se das cenas do filme, repensou o tempo que poderia não voltar e enviou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dormiu ansioso pela resposta. Na verdade, deitou-se temendo que não a tivesse pela manhã. Relutou em checar isso de cara ao acordar, mas era melhor fazê-lo logo. Se nada houvesse, já saberia. E surpreendeu-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Havia. E as primeiras três frases curtas que ali lia eram já suficientes. Mas tinha mais, muito mais. Pensara em porque não havia botado tudo pra fora antes, teria sofrido menos, teria se desgastado menos e se divertido mais. Parou. Questionou-se se toda essa euforia seria a mesma caso nada estive ali. Espantou os demônios todos a sua volta e abstraiu. Dane-se. O que valia era o agora, o escrito, o respondido, o correspondido. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Helvetica Neue&amp;quot;,Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Decidiu ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-4068447533663883562?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/4068447533663883562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/12/da-sensacao-de-botar-pra-fora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/4068447533663883562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/4068447533663883562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/12/da-sensacao-de-botar-pra-fora.html' title='Da sensação de botar pra fora...'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-8125039158664254221</id><published>2010-12-08T01:50:00.005-02:00</published><updated>2010-12-08T01:56:47.886-02:00</updated><title type='text'>Como lidar?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Há uns dois dias não se sentia bem. Uma tristeza tomava-lhe conta, não sabia de onde vinha, como era, nem como se livrar. Quer dizer, até sabia, sabia muito bem. Mas jamais daria o braço a torcer que, aquilo que era para ser gostoso e fazer bem, estava fazendo mal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Não havia mudado em nada, desde antes inclusive. Mas via no outro uma indiferença, um descaso, e em alguns momentos chegou a amaldiçoar mentalmente aqueles dias maravilhosos. No entanto, na esperança de vivê-los novamente, afastou os agouros da mente e colocou-se a analisar o mundo, a vida e se achar errado, ou errante.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_U6RqagGTzxM/SsJZ8v8rTNI/AAAAAAAABKk/UA7Pr56a_k8/s400/Mulher+andando+descal%25C3%25A7a+em+trilho+de+TREM_.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_U6RqagGTzxM/SsJZ8v8rTNI/AAAAAAAABKk/UA7Pr56a_k8/s1600/Mulher+andando+descal%25C3%25A7a+em+trilho+de+TREM_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Não havia porque na mudança, se tudo era assim antes, porque não haveria de ser agora? Começou a pensar que era mais uma vez sua depressão de final de ano que se aconchegava, como sempre. A hora em que os balanços da vida profissional eram sempre mais positivos, infinitamente mais positivos, que na vida amorosa. A insegurança sempre achava o caminho e saía das profundezas para atormentar. O mundo cá fora colaborava, colocando caraminholas na cabeça. O outro que não colaborava e fazia questão de provocar. Ok, também havia ciúme.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Deveria viajar, aproveitar mais. Mas estava sempre a trabalhar, tinha sempre algo a fazer. As férias eram um bom período para trabalhos extras, desses que complementam o orçamento. Precisava crescer na carreira. Na verdade, não precisava, ela ia bem, mas queria mais. E nisso tudo juntava as picuinhas, um ser mais teimoso que o outro e as coisas não iam bem. Atormentava os amigos com seus dramas por horas e horas e nem assim encontrava a solução. Já não falava coisa com coisa, perdia-se nos assuntos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;Havia decido. No ano que se iniciava iria dedicar a si mesmo. Iria malhar, sentir-se bem e desejado, iria estudar línguas, viajaria a Europa e, porque não, tentaria umas sessões de terapias. Precisava entender a si mesmo e só poderia fazer isso por si só. Mas a terapia seria uma boa aliada. Analisando-se por si mesmo poderia enganar-se e fazer-se pensar ser o que não era. Seria também menos bonzinho. Nãos hão de sair com mais frequência de sua boca, assim beijos na chuva, pois estava decretado que se entregaria a um amor, desses meio malucos, meio intensos, ou intensos demais ou sem sal e nem açúcar. Que durasse um ano ou meia hora, dane-se!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: small;"&gt;E assim, sem mais nem menos, assinou tudo o que havia pensado e disse “cumpra-se”.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QBvW0A3cMTo/S8MQceVxLYI/AAAAAAAAAO0/1nUd89uIzqw/s1600/viver+e+viver.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="http://4.bp.blogspot.com/_QBvW0A3cMTo/S8MQceVxLYI/AAAAAAAAAO0/1nUd89uIzqw/s400/viver+e+viver.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-8125039158664254221?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/8125039158664254221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/12/como-lidar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/8125039158664254221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/8125039158664254221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/12/como-lidar.html' title='Como lidar?'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_U6RqagGTzxM/SsJZ8v8rTNI/AAAAAAAABKk/UA7Pr56a_k8/s72-c/Mulher+andando+descal%25C3%25A7a+em+trilho+de+TREM_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-5427699502874667644</id><published>2010-07-28T15:54:00.005-03:00</published><updated>2010-07-28T17:25:08.219-03:00</updated><title type='text'>Se é assim que tem que ser...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Era um dia de cão. Não se sentia bem, não se animava pra nada. Havia começado tudo errado. O “bom dia” já não lhe agradara, porque de fato, de bom nada poderia haver após dormir naquela situação e acordar em outra parecida, quase idêntica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não era a primeira vez, não ia ser a última que passava por aquilo e o que mais lhe dava raiva era não se fazer entender. Não conseguir entender como as coisas mudavam da água para o vinho, principalmente para os outros. Ao invés de ligar o foda-se, resolveu compreender. Antes tivesse mandado tudo às favas. Seria menos doloroso, doeria menos na alma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://blogs.jovempan.uol.com.br/petrede/wp-content/uploads/2009/06/triste.jpg" style="cursor: hand; cursor: pointer; height: 338px; width: 450px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Conceitos, pudores, frescuras, bobagens e desculpas esfarradas. Eram demais para sua cabeça sagitariana, de certa forma livre de neuras e conservadorismo absurdos. O pior era ler as entrelinhas infundadas e sem provas. Linhas, entrelinhas, malditas formas geométricas. Tornavam-se curvas e embolavam-se nos pensamentos, deixando-os mais entre perdidos do que achados. Era de fato a seção errada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Talvez tudo tivesse já começado errado em sua origem. Era inconcebível frear uma intimidade conquistada. Em seu mundo – nada fantástico, a seu ver – não era possível que uma liberdade permitida, gozada (diversas vezes e euforicamente), fosse agora jogada pela janela e tivesse que se contentar com apenas um não. Não! Não aceitava.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas tudo seria e será de acordo com o que convém. Como fez questão de deixar claro, infinitas e exaustivas vezes, seria como fosse da vontade alheia e não da sua. Não mais seria o mesmo, infelizmente. Não mais brincaria, não mais faria piadas. Que vivesse o mundo da forma como quisesse. Gostava de coisas palpáveis e seu mundo desse jeito iria funcionar. Seu foco agora seria no Eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Uma lágrima correu em seu rosto, lembro-o de que era humano. Apertou o x e fechou a janela como parte de um primeiro adeus.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-5427699502874667644?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/5427699502874667644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/07/se-e-assim-que-tem-que-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/5427699502874667644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/5427699502874667644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2010/07/se-e-assim-que-tem-que-ser.html' title='Se é assim que tem que ser...'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-1422215460912418564</id><published>2009-11-27T19:17:00.001-02:00</published><updated>2009-11-27T19:25:01.643-02:00</updated><title type='text'>Era o que faltava</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_3UI23XUHPFo/SxBDgC93JUI/AAAAAAAACAE/I3gXzNIvkHM/s1600/sagitario.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 134px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_3UI23XUHPFo/SxBDgC93JUI/AAAAAAAACAE/I3gXzNIvkHM/s200/sagitario.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408897370303178050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;do Google&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'trebuchet ms'; "&gt;O que mais ouvia das pessoas era “Não vejo a hora que o ano termine!”. Parecia que realmente 2009 não estava sendo muito bom. E não era só pra si. Quer dizer, a princípio o ano não tinha sido de todo mal. Mas de uns tempos para cá parece que o mundo tinha se voltado completamente a ser do contra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Era impressionando como as coisas aconteciam para os outros e não para ele. Pensou em se benzer. Benzeu-se. Uma, duas, oito, dez vezes. Em rituais diferentes, lugares diferentes. Parecia de nada adiantar. Começou a achar que era inveja ou então macumba da brava. Deviam ter botado seu nome na boca do sapo. Pobre do sapo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Sentia-se desanimado, descrente... Vai gente dando certo sem esforço nenhum. Indignava-se por dentro, mas faria o que? Não havia com quem reclamar... Reclamava em pensamento, talvez imaginando que um deus pudesse ouvi-los esbravejar e se compadecer... Achou que deus era surdo. Ou quem sabe era ele que teimava em não ouvir ao deus...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Dentro de si, sentia um desejo de mudança, de voltar ao que havia abandonado. A história do arrepender-se apenas daquilo que não fez. E havia deixado de fazer. Havia mudado de idéia no meio caminho, por força das circunstâncias e todas as desculpas mais. E agora, por que o medo de recomeçar de novo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;O mundo custava caro. Quando as coisas pareciam melhorar, não era por muito tempo. Não durou nem uma semana, dez dias... No dia do aniversário, achando que tinha chegado ao fim do inferno astral, uma bomba cai na sua vida. Enfim, tudo se resolve, mas nem sempre a solução é a ideal. Não deixara a explosão estragar muita coisa, mas mesmo assim, o buraco aberto no bolso era grande.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Saiu para beber com os amigos. Divertiu-se. Riu, falou besteiras, sentiu-se melhor. Tinha muitas coisas a dizer, muitas a pensar, poucas respostas. Na verdade, tinha até algumas conclusões, mas faltava-lhe coragem talvez de admitir, meter a cara e começar de novo. A palavra era exatamente essa. Coragem. Sempre mostrou-se forte, com vontade, mas dessa vez falta-lhe exatamente isso. Coragem de dizer que não queria mais aquilo e que, desse certo ou não a nova empreitada, era o que queria e iria ser feliz. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Fazia planos de Europa em 2011 ao mesmo tempo em que fazia planos para mudar de vida em 2010. Faltava resolver mil coisas. Faltava um emprego fixo com bom salário, faltava um custo de vida mais baixo também, impossível no momento. Faltava mandar tudo pelos ares e dizer tchau. Faltava fazer mais planos que o sagitarianismo impedia. Na verdade, faltava era ser mais sagitarianos com ascendente em gêmeos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF9900;"&gt;Que assim o seja em 2010.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-1422215460912418564?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/1422215460912418564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/11/era-o-que-faltava.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/1422215460912418564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/1422215460912418564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/11/era-o-que-faltava.html' title='Era o que faltava'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3UI23XUHPFo/SxBDgC93JUI/AAAAAAAACAE/I3gXzNIvkHM/s72-c/sagitario.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-2693854819521580904</id><published>2009-07-27T01:16:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T01:19:40.316-03:00</updated><title type='text'>Porque a vida é teatro também</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Ato I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha acabado de chegar ao local. Iria pegar a primeira cerveja da noite. No caminho até o bar os olhares se cruzaram pela primeira vez. Mas o outro olhar pareceu acompanhado E estava. Focou-se então na cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Mas os olhos continuavam cruzando-se. No caminho, para lá e para cá, um esbarrão, de novo o olho no olho. Esqueceu-se de que quem lhe interessava tinha companhia. A correspondência dos olhos era fato e inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Comentou com o amigo, que concordou sobre o que o outro também via. Era de interesse dos olhares que se cruzavam. E depois de um tempo ficou mais claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Divertia-se com os amigos, até meio alheio ao que acontecia ao redor, notou novamente a passagem daqueles dois olhos que lhe encaravam e que junto com o resto do corpo acabaram sentando-se praticamente ao seu lado. Começou o flerte, depois de um gole na cerveja, com um leve toque em seu braço, acariciando de leve sobre a camiseta vermelha de manga comprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O braço não se afastou. Era um sinal mais evidente. Mas ainda não tinha coragem de conversar. Não sabia o que dizer, o que perguntar, onde colocar a mão. Continuou a acariciar e agora não só os olhos faziam parte do flerte. Além das mãos, havia um sorriso. Sorriso malicioso, convidativo, mas ainda não tinha coragem de falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Os olhos cansaram-se de esperar. O sorriso levou-se e saiu em direção aos amigos e a camiseta vermelha era vista pelas costas, indo, não muito longe dali. Achou que teria perdido a chance. Pensou e reprimiu-se por dentro pedindo a si mesmo que depois não reclamasse que a vida lhe era injusta. Esta ali, ao seu lado e nada vez. Amaldiçoou pela centa vez sua timidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Numa nova cerveja, a amiga, que conhecia há apenas dois dias, falou-lhe algo que lhe deu ânimo. Fez-lhe sentir-se bem. "Ouvi dizer que você se acha feio. Pode parar com isso. Você é muito bonito e, não, isso não é um xaveco". Aquilo tocou-lhe, talvez ela nem tenha percebido como e de que maneira, mas era o impulso mais preciso de que ele precisava. Pensamentos para que a vida lhe desse uma nova chance sobrevoavam sua cabeça. E a vida, generosa, deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Meio que por mágica, voltou pra perto e sentou-se em outra cadeira, bem de frente. Novos olhares e sorrisos maliciosos. Uma certa incomodação pela demora, um passo à frente, um gole na cerveja, um olhar, um sorriso, mais um passo e um trident. Do outro bolso surge um halls.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Oi! Acho que cansei de só te olhar. Uma hora alguém precisava vir conversar né? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Risos dos dois lados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Puxa a cadeira, senta ai. Tudo bom?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Tudo bem e com você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Tudo certinho também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;[apresentações nominais]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Você é de onde?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- São Paulo, mas minha família é daqui e vc?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Daqui mesmo. Que você faz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Sou jornalista freelancer e vc?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Eu trabalho. Sou da área societária de uma empresa aqui. Vou a São Paulo pelo menos uma vez por mês. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Que legal. Gosta de lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Até gosto, mas já fui assaltado duas vezes. Roubaram meu celular. Quer dizer, na primeira roubaram, na segunda eu fugi. Mas acabei tropeçando enquanto corria e passei o dia seguinte todo ralado e com dores. Mas pelo menos fiquei com o cel. Hehehe. Quantos anos você tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Chuta. Vamos ver se acerta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Ah, se você já é formado e trabalha, você tem mais de 22. Vou te dar 23 anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Quase. 24. 25 em novembro. E você quantos tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Adivinhe também então.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Ah, eu acho que você tem cara de ter uns 22. Deve ser mais jovem que eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Ahauhauahuahauahu, quem me dera. Tenho 28. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Nossa não parece mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Peraí. Vou ali avisar meu amigo que estou aqui com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;[algumas zoeiras e muitas risadas dos amigos dizendo-lhe que havia levado um bolo e que ia ficar ali esperando realmente sentado, eis que surge, em meio ao povo, o olhar e o sorriso de volta]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Oi, voltei. Seus amigos parecem ter achado graça...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- É, eles são engraçadinhos mesmo. Vieram me encher o saco, pra variar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Beijo. Gostoso, encaixado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Risos ao fundo. Os mesmos amigos. Não perceberam onde estava a graça. Abstraíram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Beijo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Que pena que você não mora aqui. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Mas você vai todo mês pra Sampa. Já é algo bom. Risos dos dois lados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Vai ver alguma peça amanhã?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Vou mas não sei o nome. Meu amigo foi quem comprou. Mas é às nove e meia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- A minha também. Quem sabe não é a mesma, né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Quem sabe. Tá ficando onde aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Tô na casa de um desses amigos bestas aqui atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Beijos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;[os amigos que acham graça querem ir embora]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Bom, preciso ir que estou de carona.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Meus amigos também querem ir em breve. Já me fizeram sinal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Então de repente a gente se vê na peça amanhã. Me dá seu telefone?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Claro, anota ai e dá um toque no meu que já fico com o seu também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;[troca de números feita]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Então tchau. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Me liga amanhã à tarde, tá?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;- Podexá. Ligo sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Beijos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Fim do Primeiro Ato.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-2693854819521580904?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/2693854819521580904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/07/porque-vida-e-teatro-tambem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/2693854819521580904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/2693854819521580904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/07/porque-vida-e-teatro-tambem.html' title='Porque a vida é teatro também'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-8463137767482185351</id><published>2009-07-12T00:06:00.000-03:00</published><updated>2009-07-12T00:11:06.678-03:00</updated><title type='text'>Sobre as formas de se dizer que ama</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I love you&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;je t'aime&lt;/span&gt;, eu te amo e tantos outros não dizem a mesma coisa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem conversava com um amigo na net e diante de uma brincadeira, começamos e conversar sobre falar "eu te amo". Eu dizia que ele me amava, e ele escrevia "i love you". Começamos a discutir sobre as formas de se dizer a alguém que ama, seja amor de amigo, de irmão, de marido, de mulher, enfim, de um sentimento entre duas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Cheguei à conclusão de que dizer "eu te amo", como todo mundo sabe, não é das coisas mais simples da vida. Quando ele me escreveu "I love you", fiz ele escrever em português. E foi ai que tudo começou. Porque dizer sobre tamanho sentimento na sua língua pátria é algo complexo. Parece que "eu te amo" diz mais que "i love you", e  realmente diz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em português, aos falantes da língua, "eu te amo" soa mais verdadeiro do que um "i love you" ou que um "je t'aime". Soa mais profundo. Não quero dizer que ele me amava menos ou com menor intensidade ao escrever em inglês, mas o fato lhe tirava a responsabilidade sobre o que dizia. Comentei sobre essa minha visão da coisa com esse meu amigo. Ele não entendeu a complexidade. Ou melhor, acho que entendeu, mas se fez de desententido... ou sei lá, preferiu não achar que eu estava duvidando de seu sentimento e eu realmente não estava. Mas que tudo fazia sentido, fazia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A partir daí, minha cabeça já toda ligada numa discussão interna sobre o caso, comecei a pensar ainda mais sobre. Como era dífícil para alguns dizer "eu te amo", como era difícil inclusive para mim. Eu disse isso ao vivo para no máximo cinco pessoas. Acho pouco. Queria poder dizer mais, mas não consigo. Acho que banaliza quando dito demais, ou então quando dito logo de começo, acho falso. Acho que tenho problemas com "eu te amo", hehe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Voltando ao fato que deu início a esses pensamentos, tentei fazer meu amigo dizer que me amava em português. Ele não titubeou e nem enrolou, mas usou algo que mais uma vez me fez pensar. Realmente não era difícil só para mim, parecia ser geral. Eis que ele escreve "amo-te". Perai, cadê o sujeito da frase? Cadê o EU que seria a particula que deveria me fazer realmente acreditar que ele tava dizendo algo que vinha mesmo de dentro e com verdade? É, parecia um "tá bom eu te amo, mas tenho vergonha de dizer e contente-se com isso, que já me é complicado falar. Amo-te." Mas era pelo menos em português. E eu sabia que era real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O fato é que realmente me parece mais simples e descompromissado um "i love you". Sei lá, me parece não carregar a mesma emoção, não parece esboçar verdadeiramente o sentimento. Posso olhar um estranho na rua e dizer "i love you". Mas jamais conseguirei dizer "eu te amo". Muito menos olhando nos olhos. Nunca. Acho que da mesma forma acontece com brigas. A força dos xingamentos não é a mesma. Brigar em inglês dá a impressão de que a gente sempre sai perdendo. No caso do "i love you", saímos os dois perdendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Na verdade, eu acabei ganhando, ganhando um "i love you", um "amo-te" e uma discussão sobre o tema. Há tempos não tinha me posto a pensar profundamente em algo. Eu que tenho problemas com amores, me pego pensando em formas de se dizer que ama. Talvez tenha me feito bem. Espero que sim. Acho que fez.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-8463137767482185351?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/8463137767482185351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/07/sobre-as-formas-de-se-dizer-que-ama.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/8463137767482185351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/8463137767482185351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/07/sobre-as-formas-de-se-dizer-que-ama.html' title='Sobre as formas de se dizer que ama'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-4859382668729923084</id><published>2009-05-17T00:52:00.000-03:00</published><updated>2009-05-17T00:59:37.190-03:00</updated><title type='text'>Comédias românticas explicam muito da vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;É fato!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O filme era uma comédia romântica. No começo bem mais comédido que romance, mas depois tudo se acertou. E do meio pro final, a parte que cabe a esse blog. A parte que fez pensar. Há muito tempo não "perdia" umas horinhas para assistir a um filme. Fez-lhe bem. Saiu do mundo, parou e pensou a vida passada e não a vida futura, como fazia sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O filme era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jogo de Amor em Las Vegas&lt;/span&gt;, e em uma cena quase final, Jack (Ashton Kutcher) vira-se para Joy (Cameron Diaz) e diz: "Quando foi a última vez que se sentiu feliz?". Aquilo lhe falou firme. Seu pensamento lhe fez deixar de ler a legenda e pensar sobre isso. Quando teria se sentido feliz pela última vez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Analisou. Reportou-se à ultima viagem que fizera. Tinha sido feliz. Divertira-se demais, fizera coisas maravilhosas, que lhe traziam saudades, que lhe marcara. Lembrou-se de que chorou em um determinado momento, e que essas lágrimas eram de despedida, mas era de felicidade, de agradecimento por uma viagem maravilhosa, talvez. Sentira naquele momento, abraçado a alguém, que ainda era capaz de surpreender a si mesmo. Jamais achou que aquelas lágrimas rolariam. E sentia cada vez mais que a carapaça em torno de si perdia espaço. Comemorou por dentro essa vitória. Mas como sempre, não falou a ninguém. Apenas quem o abraçado compartilhou o momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Olhando o filme, voltou a ter um desejo de viver um grande amor. Daqueles arrebatadores, de fazer viajar por horas, enfrentar e mover mundos e fundos para estar ao lado da pessoa amada. Queria sentir isso uma vez na vida. E depois das lágrimas, achava-se capaz. Seu coração ainda conseguia lhe despertar sensações que lhe faziam bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas o mesmo tempo que queria isso tudo, não gostaria de prender-se. Não gostaria de perder o que conquistara. E nesse instante do filme, Joy larga o emprego, uma promoção milionária, joga tudo pra algo e "vai ser feliz não fazendo nada ao invés de fazer algo de que não gosta". Há tempos tentava ter a mesma atitude. Deixar o emprego, deixar algumas coisas para traz e tentar outro mundo, outra área, outro caminho. Mas tinha medo. Ouviu de um amigo há pouco que era forte e tinha pensamentos a frente para muitas coisas, quase tudo, mas na hora que as resoluções chegavam ao campo profissional, titubeava, e temia um passo adiante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ficou sem respostas. O amigo tinha razão. Outro, que era mais que irmão, disse-lhe: "porque não te dedicas a fazer isso que te dá prazer? Te prepara com cursos, seja mais fod* do que já és. Vai fazer o que queres!". As palavras encorajaram. E se desencorajou ao pensar financeiramente. Mas havia se decidido, não se mataria mais. Continuaria sendo o bom profissional que sempre foi, ou que acreditava ser, mas que não viveria mais em função do emprego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seria feliz, teria vida. O filme ajudou a colocar-lhe ainda mais essas idéias na cabeça. Queria ter alguém que lhe interessasse passar dias e dias e dias incansáveis junto. Que lhe desse vontade de  procurar por uma praia, um pôr-do-sol, uma viagem para rolar na neve, coisas simples, que quando lhe perguntassem "quando foi a última vez que se sentiu feliz?"pudesse responder sem pestanejar: "ontem!".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não que fosse infeliz. Passava longe disso, se parasse bem para pensar, nem tinha tantos problemas, o mundo não lhe era um lugar de todo ruim. Conhecera ótimas pessoas nos últimos tempos, descartara e abrira os olhos pro que era ruim e do passado conservou o que era bom. E, sim, sobrara-lhe muita coisa de toda essa faxina na vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Agora era hora de buscar o novo. De viver uma comédia romântica... era hora de passar por isso na vida. Era hora de novamente derramar aquelas lágrimas de felicidade que cairam do nada e de repente. De repente a vida recomeçava ali.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-4859382668729923084?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/4859382668729923084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/05/comedias-romanticas-sao-bestas-e.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/4859382668729923084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/4859382668729923084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/05/comedias-romanticas-sao-bestas-e.html' title='Comédias românticas explicam muito da vida'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-1770530938048030852</id><published>2009-01-28T23:51:00.001-02:00</published><updated>2009-01-29T00:02:35.457-02:00</updated><title type='text'>Era preciso, mas quem lhe convencia do fato?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Cansou-se de tudo e de todos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Resolveu que faria novos amigos, que buscaria novos amores. Viveria o novo, o inesperado, aquilo que julgasse interessantes e essencial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não era possível que apenas cinco ou seis pessoas no mundo pudessem lhe ver verdadeiramente a alma. O que acontecia com o mundo? As pessoas viam nele o reflexo de si mesmas. Chamavam-no de adjetivos que não cabia a ele e sim, eram elas em sua essência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas estava errado. O correto era que se enxergassem nas pessoas aquilo que se quer que elas sejam e não o que somos e queremos esconder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;"O macaco fala do rabo do outro e enrola o dele e senta em cima". Era o ditado que sua avó tinha na ponta da língua, sempre pronta a ser lançado diante de tais situações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Vovó é que era sábia. Sentia-lhe algo errado de longe. Pelo tom da voz ao telefone.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os amigos de verdade, discutiam a situação, achavam que ele deveria esquecer, deixar pra lá, ignorar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ele argumentava que não era mais possível. Uma hora, tudo o que estava guardado iria tranbordar e faltava muito pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouviu que em uma conversa de bar falavam sobre ele. E ai se encaixou perfeitamente o ditado dos macacos. Diziam que se doía demais com as coisas, que fazia tempestades em copo d'água. Irritou-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Como poderia alguém saber o que doía ou não dentro dele. E quem eh que sabe o quanto é demais quando se trata de sentimentos? Falavam dele as pessoas que mais máscaras perante os outros usavam. Talvez o amigo tivesse razão. Ignore!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O amigo lhe dizia que era carência. Ele tinha certeza de que não. QUem é que sente carente de alguém que lhe dá nos nervos ou que não lhe conhece mesmo após tantas demonstrações e tanto tempo? Precisava mesmo se afastar. O problema consistia em se convencer de que era o melhor a fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não afastar-se fisicamente apenas, até mesmo porque isso já era fato. Mas afastar-se de fazer notar sua ausência, de se delisgar, de não sentir falta, de querer deixar pra lá e passar a ser a relação ideal. Eu cuido da minha vida, vcs da sua. Essa era a melhor opção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conservaria os amigos que o entendiam, que lhe traziam paz, que lhe amavam. Esse é o sentimento. Descartaria os que apenas o achassem divertido, legal, chato, ou que apenas eram conhecidos de rua. Esses eram os que lhe incomodavam e a vida era mais que isso para lhe render rugas ao seu final por conta delas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Havia tido dias felizes. Conseguiram lhe estragar a euforia. Dos dias felizes, queria todos - ou melhor, quase todos - para sempre perto de si. Esses dos bons dias sempre lhe renderam boas conversas, sempre souberam lhe animar, sempre lhe deram o merecido valor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os que levaram a sua euforia, que morressem, sumissem, tivessem o fim que tivessem. Era isso que desejava. viveu tantos anos sem eles, poderia voltar a viver muitos mais se não os tivesse de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quanto aos amores, era engraçado. Sempre com as pessoas erradas, sempre nas horas estranhas. Não sabia se era ele quem complicava demais, se as pessoas é que dificultavam tudo. O fato é que se entregava e não recebia o que esperava. Achou que 2009 seria um bom ano para isso. Passou a virada do ano vestindo uma cueca vermelha, diziam dar sorte no amor. Deu sorte apenas para a dona da loja onde comprou a peça. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Seria cauteloso ao conhecer novos possíveis amores. Deixaria de se encantar pelas primeiras impressões, pelas primeiras palavras e pelos gestos. Não pensaria em ter nada sério, a princípio. Só precisava saber como avisar isso a seu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Odiava lembrar que sua vida era, e sempre foi, parecida com o poema Quadrilha, de Drummond. Um que amava o outro, que amava outro, que num tava nem ai... C'est la vie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um dia essa vida iria mudar. Tinha ainda um resto de fé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-1770530938048030852?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/1770530938048030852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/01/era-preciso-mas-quem-lhe-convencia-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/1770530938048030852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/1770530938048030852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/01/era-preciso-mas-quem-lhe-convencia-do.html' title='Era preciso, mas quem lhe convencia do fato?'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-3449524948558137252</id><published>2009-01-02T22:45:00.000-02:00</published><updated>2009-01-02T22:59:42.369-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Último ato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tentava se ocupar. Tirar da mente todas as coisas que lhe incomodavam. Tudo, absolutamente tudo lhe dava nos nervos. Olhava para os peixes no aquário. Pensava em dormir, mas não achou boa idéia. Poderia ser que sonhasse com o indesejado. Mas o indesejado era fato e era mais forte que ele. Não queria conversar, sabia que ia ouvir uma grosseria qualquer, pois é essa a tática dos que procuram afastar de si aqueles que gostam. A grosseria. Era essa a técnica. Tinha sacado, sentia-se melhor. Era a segunda vez em pouco tempo que passava pela mesma situação. Ainda era bom em perceber as pessoas. Alegrou-se por um instante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Procurou na cantora favorita pra horas de fossa, algo que lhe tocasse o coração. A música cantou forte por várias vezes "é uma pena, mas você não vale a pena, não vale uma fisgada dessa dor, de tão pequena". Confortou-se um pouco. Ouvira aquilo que queria realmente acreditar. Começou a pensar os problemas por outro ângulo. Deveria se sentir feliz por ainda se entregar a paixões, mas que lhe custasse rasgaduras no coração. Sentia pena daqueles que rejeitavam sua entrega. Ou que talvez até a quisessem, mas a recusavam para que a dor fosse somente sua. Preferiam uma dor alheia a uma alegria partilhada. Infelizes. Sentira-se contente por diversas vezes ainda ter tentado. Prometera-se coisas. Metas para o ano que ainda era fresquinho. Assim como tantos outros, poderiam e deveriam ser amigos, como sempre foi de sua vontade que acontecesse ao final dos relacionamentos. Principalmente com aqueles que jah nasceram mortos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As bolhas de ar no aquário lhe sugeriram efervecência. Precisava de novo sentir que era vivo. Que o coração, ainda com ferimentos, bandagens e um pouco cansado, ainda era capaz de pulsar forte. Alegrava-se com uma motivação nova. Sentia falta de pessoas que lhe faziam bem. Que não tinham vergonha de seus sentimentos. Que manifestavam seu medo de perdê-lo. A vida saia da monocromia e ia ganhando cores. Não fosse a chuva lá fora, talvez pudesse até ouvir pássaros cantar. A escuridão parecia agora apenas uma penumbra. Torcia para que acordasse assim novamente pela manhã. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Fosse uma cena de filme tudo isso, estaria ele tomando um banho na chuva para que ela levasse consigo todo o mal, toda a dor, tudo o breu que tinha na alma a té então. De braços abertos e com sorriso no rosto, cairia-lhe a água no rosto e misturada a lágrimas de um renascimento, a chuva forte cessaria aos poucos, enquanto deitado na relva, um sorriso em meio ao choro de felicidade lhe faria ouvir no pensamento: "por você o faria mil vezes!". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Sobem os créditos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-3449524948558137252?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/3449524948558137252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/01/blog-post_02.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/3449524948558137252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/3449524948558137252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/01/blog-post_02.html' title='...'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-7245691577909490953</id><published>2009-01-01T19:37:00.000-02:00</published><updated>2009-01-01T19:40:16.108-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms; font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;Ato IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Enfim, não teve a oportunidade de conversar pessoalmente. Parece que sentia que desejava lhe falar algo, que na verdade já sabia, mas não queria ovir de sua própria boca. Não lhe dava abertura de chegar e conversar. Preferia fingir que nada acontecia. Ele notava, mas também parecia que era melhor que ficasse com o segredo guardado para si. Talvez sofresse menos, talvez um dia o sentimento morresse, assim como conseguiu matar vários outros por tantas vezes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não foi seu o seu primeiro "Feliz Ano Novo". Parece inclusive que fizera de propósito, em ficar meio distante, perto das outras pessoas. Mas precisaria, hora ou outra, desejar-lhe as palavras. Foi o segundo "Feliz Ano Novo", Seguido de um rodopio durante o abraço, durante o qual lhe disse ao ouvido "Olha, quantos casais!". Aquilo lhe soou irônico, ainda porque ambos vestiam roupas íntimas vermelhas. E o ano novo parece que já não prometia bons romances. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Acabaram com se falar mais ou menos, no outro dia. Umas palavras jogadas, algumas insistências em assuntos passados, cada qual com seu conceito sobre "vazio", sobre paixões, sobre sentimentos que "naturalmente passam". E agora era meta fazê-lo passar, e correndo de preferência. O ano era muito recente para deixá-lo se estragar desde já. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Arrependeu-se - mas não muito - de ter tentado agradar fazendo o que não era da sua vontade. Arrependeu-se de ter tocado no assunto, de ter conversado, de inúmeras coisas que os apaixonados fazem. Aprendeu a gostar sem demonstrar. Achou que esse é o melhor caminho. Cortou sagitarianos da lista de relacionamentos - iludiu-se como se isso fosse possível, claro. Abortou as infantilidades, apartou de si as ilusões, afastou a esperança, que mesmo sendo a última, tinha que ser a primeira a morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Prometeu a si mesmo que somente se entregaria de novo a desejos que lhe fossem correspondidos. Era complexo demais. Seu "sagitarianismo" acabava lhe fazendo mal no quesito amoroso. Queria mudar de signo, mudar de vida, de cidade, de ares. Mas de nada ia adiantar. Mas não mais tentaria nada. Não mais se esforçaria por nada. Apoiou-se na máxima adaptada: "quem perde é quem não me tem". Mas ainda não se sentia bem. Faltava-lhe a presença de alguns amigos fundamentais nessa hora. E todos viajavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: trebuchet ms;"&gt;Fim do quarto ato!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-7245691577909490953?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/7245691577909490953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/01/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/7245691577909490953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/7245691577909490953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title='...'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-7636374246871974442</id><published>2008-12-29T19:10:00.001-02:00</published><updated>2008-12-29T20:46:47.532-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Ato III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O problema residia em suas paixões. Paixões. Apenas isso era o que conseguia pensar. Acho que novamente, a melhor saída era voltar a ter o coração seco, gelado, que havia sido completamente vã a luta de quatro anos para voltar a pensar em amar. E agora quem realmente tomava a rédea dos pensamento era o ator. Cansara-se de tentar entender a personagem, ou o hibrido que se fizera parecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As paixões... então era isso que incomodava. Era isso que parecia "vazio". No entanto, as paixões para o ator num eram as mesmas que sentiam o atirador, e muito menos a platéia. Falava muito de sexo, falava muito em beijos, mas se percebessem-lhe um pouco mais, viriam que há muito não fazia nem um, muito menos o outro. Não que isso o redimisse, mas era ali que se diferenciavam a personagem o artista. Era exatamente nesse tênue detalhe que tudo se desfazia, mas a platéia passava batido e não percebia.&lt;br /&gt;Ele "se atirava" demais. Fora isso o que ouvira do atirador, e que lhe cravou forte na alma. Se o atirador fosse capaz de ver de outra maneira, teria notado então que soh se atirava na vida real para cima de uma pessoa. Na encenação, poderia até ser, mas na vida real, era uma única pessoa que lhe interessava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;As outras paixões eram uma forma de matar aos poucos essa que lhe machucava, que lhe maltratava, que havia sido podada pouco antes de aparecer de fato. A pessoa havia lhe dado o doce e em seguida, sem mais nem menos, retirado. A desculpa era de que em breve começaria procurar, no ator, os defeitos que ele não tinha. Mas o ator tinha se envolvido, já era tarde pra ele... Mas silenciou. Poderia ter dito tudo o que sentia, tudo o que lhe veio à boca e à mente, mas preferiu apenas ouvir e chorar por dentro. Lançou-se na busca de um conforto, algo que lhe tirasse o foco daquele acontecido. E foi ai que pareceu que se "atirava" para todo mundo. E ai estava a casca do problema, bem mais profundo do que a superficialidade com a qual o viam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas depois disso, o ator resolveu que seria diferente. Faria difente, agiria diferente, mostraria-se diferente, e contaria a todos o tamanho do que se passava, por mais que isso fosse lhe doer. Havia adiado tanto isso, pois sabia que lhe cortaria na carne profundamente, mas era chegada a hora. Já havia se remoído demais, já havia se machucado demais. A paixão já era demais para ser só dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Fim do terceiro ato!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-7636374246871974442?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/7636374246871974442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2008/12/blog-post_29.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/7636374246871974442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/7636374246871974442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2008/12/blog-post_29.html' title='...'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-6110380058807942073</id><published>2008-12-29T19:09:00.000-02:00</published><updated>2008-12-29T19:10:14.603-02:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Ato II&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Numa nova temporada do espetáculo da vida, novamente um ovo atirado ao palco, durante uma cena cotidiana, uma conversa amena, um comentário bobo... De volta todas aquelas sensações ruins. De volta toda a desconcentração do texto já decorado e dito tantas vezes, de volta a sensação de fracasso. Talvez porque o ovo viesse de algum de muita estima, de alguém que despertava seus instintos, seus desejos. De alguém que de certa forma, conhecia também o ator e não só a personagem. Alguém que lhe era e ainda é muito querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Comentou com alguém sobre o fato e ouvi que lhe era obscuro, que nunca sabia quando era a personagem e quando era o ator em suas falas, que era dificil a ele dicernir entre os dois fosse no teatro ou no palco da vida. Preocupou-se com aqueles sons que lhe entravam na cabeça como bombas. Não era nada daquilo, não tinha nada de "vazio" dentro de si. Tinha era necessidades, vontades, tinha medo, tinha o que talvez a platéia não tivesse...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parou, respirou, desejou que o mundo acabasse quando abrisse os olhos novamente. Mas o mundo era rebelde e continua ali, diante do nariz. COmo sempre, buscou apoio naqueles que sempre o entendem e sempre o socorrem. Acabou aliviado, mas não contente, quis saber do atirador de ovo o porque daquela atitude. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Chamou-lhe perto de si e perguntou o que havia feito de errado. Onde pecava com tanta intensidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Havia ouvido dos amigos que o atirador era inconstante, era dificil de lidar, era imprevisível. Para ele, que conhecia o atirador de outras formas, que sabia dos seus problemas, que já o tinha visto fora da carapuça que vestia para amedrontar, não era nada daquilo. Soube que o problema residia em suas paixões. A personagem, segundo o atirador, se atirava demais. Mas céus, se esse era o problema, que lhe apontasse uma solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Resolvera de novo tirar a personagem da peça, encerrar a temporada. Deixar viver apenas o ator, mesmo que sem encenar. Pensou que aquela comédia lhe rendia rótulos demais, rótulos que lhe davam porque talvez coubessem a si, mas era mais comodo culpar o ator, ou a personagem... jah nem entendia mais seus pensamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A encenação não era falsa, era apenas engraçada, divertia-se com ela. Se olhassem seus atos, ao invés de suas palavras, veriam que naquilo tudo num havia interesses reais, eram formas de encantar, de fazer rir, de agradar... Mas não viam dessa forma, viam como se fosse aquilo mesmo que residia nas palavras, elas ao pé da letra, cada qual com seu significado denotativo e real. Era uma cabeça em chamas, um bombardeio que nem as sinapses eram mais capaz de regular. E do atirador só ouviu o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Deixar de abraçar, beijar ou dançar não resolve. Isso só vai piorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mergulhou &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;de cabeça &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;no seu abismo enquanto nada lhe vinha à mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Fim do segundo ato!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-6110380058807942073?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/6110380058807942073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2008/12/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/6110380058807942073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/6110380058807942073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2008/12/blog-post.html' title='...'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-990190676688061924.post-4669988773453758425</id><published>2008-12-29T18:58:00.000-02:00</published><updated>2008-12-29T19:09:42.851-02:00</updated><title type='text'>Uma crise em cinco atos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;Ato I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouviu de quem nem o conhecia direito que era isso, aquilo e aquilo outro. Antes já havia ouvido algo que não dizia respeito a si próprio, mas vinha como resposta a uma pergunta sua. Achou melhor consultar quem de longa data já sabia como era, quem era e porque sofria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ouviu como resposta o espanto do amigo sobre aquilo que lhe haviam dito e acalmou-se um pouco. Mesmo assim, ainda dentro de si carecia de respostas, respostas que lhe curassem a dor dos disparos sofridos. Começou, como sempre, um auto-exame de suas atitudes, de suas falas, de todo o seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Era estranho ver como as pessoas não lhe viam como realmente era. Como faziam dele uma imagem da qual apenas representava. Confundiam o ator com a personagem. Personagem essa que iria sair de cena, já que a platéia do espetáculo não era de seu interesse que mudasse. Foi com outro amigo que comparou a vida a uma peça de teatro. E realmente, a definição caiu como uma luva. O amigo, como bom diretor que era, lhe disse que a personagem não precisava deixar a cena completamente e que sim, era preciso que lhe dessem um tom diferente, que, talvez, ao invés de soar como protagonista, ela passasse a ser coadjuvante. E completou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;- Ás vezes, a platéia amarga faz da comédia, por melhor que seja o elenco, um fiasco total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;Fim do primeiro ato!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/990190676688061924-4669988773453758425?l=casosecrises.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casosecrises.blogspot.com/feeds/4669988773453758425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2008/12/uma-crise-em-cinco-atos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/4669988773453758425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/990190676688061924/posts/default/4669988773453758425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casosecrises.blogspot.com/2008/12/uma-crise-em-cinco-atos.html' title='Uma crise em cinco atos'/><author><name>@andrevendrami</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10665021094086378483</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-x5_m9v7T-9E/TwPEhIYU1tI/AAAAAAAACFs/k49fHvFjuKI/s220/foto-twitter-09-11-11.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
